Nos últimos dias, temos recebido dezenas e-mails, comentários e mensagens de Vizinhos que nos questionam sobre a suposta a mudança de planos da Câmara Municipal de Lisboa para o antigo Aquaparque do Restelo.

Em suma, esta dúvida legítima decorre de uma publicação de José António Cerejo nas redes sociais e de uma notícia do site Polígrafo publicada logo de seguida, em que erradamente se faz crer que o novo Parque Urbano do Alto do Duque não existirá, por ter sido aprovada uma concessão de duas salas no interior de um dos edifícios inseridos no Parque.

Perante a evidente contradição entre estas alegações e as informações que a Direção Municipal de Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia (DMAEVCE) tem dado aos Vizinhos de Belém, procurámos saber o que se passava.

A resposta foi a que esperávamos e esta página visa comprová-lo. Em resumo:

NÃO! NÃO CAÍRAM POR TERRA os planos para o Parque Urbano do Alto do Duque que incluem uma vasta área de diversão infantil, lazer e convívio apenas para dar lugar a um Centro de Aprendizagem do Uso de Bicicleta. Continuará a ser um parque público da Câmara Municipal de Lisboa de acesso gratuito, como tantos outros em Monsanto, nos moldes e para os propósitos que sempre foram assegurados.

O que é que vai encontrar nesta página?

O trágico passado do Aquaparque

Até hoje, é impossível pensar no Aquaparque do Restelo sem lembrar a tragédia que aconteceu em 1993. Poupamos os Vizinhos aos contornos chocantes desse momento negro da história do país e iremos focar-nos nos anos mais recentes.

A devolução do Aquaparque a Monsanto

Dado o contexto trágico do passado do Aquaparque, sempre foi consensual a sua demolição. Assim, ultrapassados os conflitos legais que impediram qualquer tipo de intervenção naquela área durante décadas, procurou-se devolver aquela área ao Parque Florestal de Monsanto.

A Câmara Municipal de Lisboa procurou vários moldes para o fazer, dadas as enormes despesas que a renaturalização da área acarretava. Chegou a ser atribuída uma concessão a uma empresa privada para a criação de um parque temático, mas o projeto nunca avançou.

Assumiu, então, a própria autarquia a responsabilidade pelas empreitadas necessárias.

As empreitadas anunciadas eram:

Devolução da área ocupada pelas piscinas a Monsanto

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Em maio de 2018, o Vereador José Sá Fernandes confirmou à agência Lusa que os trabalhos de demolição das piscinas, para devolução da área que ocupavam ao Parque Florestal de Monsanto, avançavam a bom ritmo: